domingo, 13 de septiembre de 2015

Lo que debe saber el peregrino

Como escolher o seu calçado?

Para percorrer o Caminho os peregrinos na sua grande maioria elegeram as botas de caminhada como o seu calçado favorito. Mas existem outros. Eles podem ser os tênis de caminhada (trekking) ou sandálias esportivas também conhecidas como “papetes”. Me arriscaria a dizer que 97% dos peregrinos utilizam um desses três tipos de calçados para a sua peregrinação.
Os progressos na tecnologia de fabricação de botas têm levado à evolução das botas de caminhada. Feitas na sua maioria usando o nylon ou outros materiais leves, sem perder de vista a resistência, estas botas pesam de um terço até a metade do peso das botas tradicionais. Certifique-se que as botas são altas o suficiente para proteger o tornozelo, que um rígido contorno envolva os dedos e calcanhar e que as áreas de abrasão sejam reforçadas. Vantagens das leves botas de caminhada incluem o aumento da ventilação, melhorias no conforto e secagem rápida.
Existem vários fabricantes que apresentam produtos de qualidade: Salomon (atualmente administrada pela Adidas) , San Marco (italiana), a Chiruca (espanhola) e a Timberland (americana) estão entre as melhores. Mas há outras, e certamente uma delas irá atender a sua preferência. Entre as nacionais podemos citar a Snake. Eu já tive uma Salomon, uma Chiruca e hoje uso uma Timberland nas minhas caminhadas. Nunca tive nenhum problema físico com elas.
Se você optou em adquirir botas para fazer longas caminhadas como o Caminho de Santiago, por exemplo, o tamanho apropriado é decisivo. Peça ao vendedor um ou dois números maior aos sapatos que normalmente você usa. O vendedor experiente nas boas lojas de material esportivo já vai lhe oferecer isso, mas é bom já ir sabendo. Tente experimentar várias opções e estilos, com meias semelhantes às que você usará na sua caminhada. Esteja certo de trazer os dispositivos ortopédicos (palmilhas, tornozeleiras, protetores de calo, etc.) que você planeja usar dentro das botas. Calce as botas na loja por vários minutos para dar as meias tempo de se comprimirem em torno dos seus pés.
Faça isso sem nenhuma pressa. Note se as botas possuem alguma costura desconfortável ou rugas e se elas apertam contra o pé ou tendão de Aquiles. Em botas de tamanho devidamente apropriado, você deve sentir seus calcanhares firmemente ancorados no lugar enquanto seus dedos tenham bastante espaço para se movimentarem e não fiquem espremidos contra a biqueira quando você pressioná-los à frente. Botas muito apertadas diminuem a circulação sangüínea, causando esfriamento dos pés e isso é mau sinal !!! De outro modo, botas muito folgadas causam desconforto, desequilíbrio e o que é pior: bolhas.
A maioria das pessoas fica com os pés inchados com o decorrer do dia, então, para melhor ajuste, considere isto ao comprar botas no período da noite. Escolhendo entre uma bota larga e uma apertada fique com a bota larga. Você pode preencher o espaço com uma outra meia (meia fina) e a maioria das botas pode encolher quase meio número com o tempo (porque o bico da bota tem a tendência de enrolar).
Escolher sua bota de caminhada talvez seja a decisão mais importante que você tome ao preparar uma viagem, como por exemplo percorrer o Caminho de Santiago. As botas podem, se mal escolhidas, arruinar sua peregrinação! Lembre-se que seus pés fazem todo o trabalho duro para você e deverão ser tratados com carinho – eles precisam estar saudáveis, felizes e livre de bolhas durante todo o tempo de caminhada.
Na hora da escolha, esqueça a moda, marcas e principalmente o preço – uma bota realmente boa não será barata, mas fará toda a diferença. Tenha certeza de que você escolheu uma bota durável que se adapta ao seu pé, que te protegerá e, mais importante de tudo, que você se sinta bem com ela. Pés desconfortáveis significa sofrimento, e o Caminho não foi feito para sofrer, mas sim para desfrutar. Assim, a regra número 1 é: encaixe, ajuste, adaptação. Seus pés têm de ficar perfeitos dentro da bota. Mas outras regras são igualmente importantes como:
  • Conheça o tipo do seu pé e procure por calçados que sejam feitos para ele;
  • Procure por calçados que tenham amortecedor para impactos;
  • Compre à tarde ou depois de caminhar/correr, quando seus pés aumentam pelo inchaço e/ou pelas longas horas de ‘uso’;
  • Experimente a bota já com as suas meias de trekking. Tenha certeza de que está comprando e experimentando o pacote completo;
  • Tenha certeza de que o calcanhar não aperta nem deixa seu pé deslizar;
  • Você precisa conseguir mexer os dedos com as botas no pé, mas este espaço não pode ser muito grande, ou você terá uma bota ‘sambando’ no pé principalmente toda vez que estiver descendo alguma trilha – pior, o calcanhar tenderá a sambar também;
  • Procure uma rampa ou uma escada para experimentar a bota tanto subindo quanto descendo – se o dedão bate no bico da bota ou o calcanhar sobe e desce livremente nos fundos dela (ele não deve mover mais do que meio centímetro), experimente outro número;
  • Sempre experimente os dois pés ao mesmo tempo, fechando-a completamente como se fosse sair para caminhar naquele instante;
  • Caminhe ou corra pela loja, antes de tomar a decisão – é sempre bom lembrar que seus pés podem aumentar de tamanho ao colocar peso sobre eles. Portanto, não experimente os calçados apenas sentado. Levante-se, caminhe etc.;
  • O movimento que você faz ao caminhar também é importante e, por isso, você deve caminhar pela loja;
  • O calçado que você está experimentando deverá fazê-lo sentir-se bem com ele imediatamente – você nunca deverá ter de alargar ou algo mais do que simplesmente amaciar o couro de um calçado para atividades esportivas. Aliás, esta é uma regra que deveria valer também para seus calçados sociais!
  • Considere as condições que você irá utilizar suas botas. Como é o clima de onde você costuma caminhar?
  • Qual o peso que você costuma carregar? Como costumam ser as trilhas que você vai?
  • Procure calçados leves, sempre que possível, mas não sacrifique o apoio, a proteção ou a durabilidade por isso… Existe um ditado que diz: “cada grama que você carrega nos pés equivale a 5 gramas extras nas costas”;
  • Experimente. Experimente. E experimente de novo. Experimente todos os modelos e tipos de botas e calçados que estiver ao seu alcance. Cada fabricante tem desenhos diferentes e nem mesmo dois pares do mesmo fabricante vestirão iguais. Não descanse nunca, mesmo quando você acha que encontrou o par perfeito! Você deve considerar todas as opções – aquele modelo que você tinha certeza de que não serviria, poderá surpreendê-lo;
  • Como você se sente? Desconfortável? Simplesmente esqueça-os! Por mais bonito, barato etc que você o ache. Se eles não vestiram bem na loja, o que dirá em uma trilha em terreno desigual, subindo ou descendo por horas a fio?
Indícios que a sua bota está OK:
  • Veja se os ilhoses do cadarço estão paralelos, depois de amarrá-la aos seus pés.
  • A bota deverá se encaixar perfeitamente ao redor dos seus pés. Nenhum ponto de atrito deve existir, nem pontos vazios. Aperte-a suavemente com ela vestida e veja se existem alguns espaços vazios onde a bota não esteja tocando seus pés.
  • Seus dedos não devem ser comprimidos nem pressionados. De forma alguma. Uma das regras práticas é escolher sempre botas com um ou dois números maior.
  • Lembre-se que você poderá aumentar ainda mais a performance e o ajuste de sua bota com palmilhas compradas avulsas. E isso poderá ser trocado durante a vida útil do calçado, que continuará a oferecer apoio, proteção contra impacto etc.
Opções:
Escolher uma bota não deveria ser uma tarefa impossível. Considere as opções do mercado e seu pretenso uso, antes de entrar em uma loja. Lembre-se dos truques para conseguir o ajuste perfeito, tenha certeza de que escolheu sua melhor opção porque o calçado que você selecionou para acompanhá-lo em qualquer das suas excursões ao ar livre poderá tanto fazer você feliz, quanto destruir sua peregrinação.
  • Sandálias esportivas (também conhecida como papete) – cada vez mais abundantes no mercado, são sandálias de fitas ou couro, com solado de borracha ou poliuretano e que têm na marca Teva sua grande precursora. Começaram como sandálias para esportes aquáticos, pois secam muito rápido, e, hoje, até sandálias para corridas e trekkings já existem. Algumas podem ser usadas com meias e são ótimas como calçados para áreas de camping, por deixarem os pés respirarem e serem muito confortáveis. Algumas pessoas caminham em trilhas com elas, mas não são recomendadas pois oferecem pouca proteção e apoio para os pés e tornozelos contra torções etc. Mas são ideais para rafting, caiaque e outras atividades aquáticas, bem como trilhas muito curtas e planas.
  • Tênis de Aproximação ou Tênis de Corrida em trilhas – por ser feito para usar em trilhas, ele protege mais do que os tênis comuns de corrida. Possuem solados aderentes e entressolas macias. Por ser leve, respirável e flexível, costuma ser o escolhido para caminhadas mais longas também, o que não é indicado, pois ele não oferece o apoio e proteção ideais. Lembre-se, também, que se você estiver carregando uma mochila pesada, ele se tornará ainda menos recomendável.
  • Botas de caminhadas leves – normalmente feitas de uma combinação de couro e tecido, estas botas costumam ser leves e possuem modelos com três tipos de cano: alto, médio ou baixo. Costumam, também, ser flexíveis e são indicados para caminhadas de um dia ou com o uso de mochilas cargueiras não muito pesadas (menos de 10 kg). As de cano alto protegem o tornozelo de torções, mas não são tão eficientes assim.
  • Botas de trekking – mais duráveis e de construção mais rústica, estas botas são as mais indicadas para a maioria dos trekkings, incluindo aqueles com um ou mais pernoites. A maioria é feita de couro com algum tipo de tratamento para a umidade. O solado é mais resistente e protege melhor das pedras no caminho. Elas são mais pesadas que os modelos do item 3 e, por isso, mais duráveis. Também deverão proteger melhor seus tornozelos de torções etc.

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