jueves, 14 de febrero de 2013

Vía de la Plata

PEDRAS DO CAMINHO
 Meu Caminho Sanabrês, desde Zamora...
Em 2013, o Caminho Sanabrês!

A todos os amigos, peregrinos de todos os Caminhos, desejo que o ano que se encerra tenha sido excelente e que 2013, que logo vai começar, seja ainda muito melhor, repleto de paz, saúde e prosperidade... Buen Camino!
Desde a decisão de voltar em 2013 ao Caminho de Santiago de Compostela, com a opção de peregrinar o Caminho Sanabrês, a partir de Granja de Moreruela, iniciei minhas pesquisas, por meio de consultas a peregrinos, sites específicos e de busca e, considerando a credibilidade do grupo El País/Aguilar, procurei saber de alguma publicação impressa sobre a famosa rota.
Encontrei, inicialmente, a edição de El País/Aguilar do Caminho Vía de la Plata, desde Sevilha, e por algum motivo achei que seria razoável que contivesse também informações sobre o Sanabrês, considerando que ele surge de uma bifurcação da Vía de la Plata, exatamente em Moreruela. Enquanto o primeiro segue ao Norte até Astorga, para encontrar-se com o Caminho Francês e seguir para Santiago, o outro faz uma curva para Oeste, em direção a Ourense, até chegar diretamente a Santiago de Compostela.
Encomendei um exemplar, mas, ao folheá-lo, constatei que não era a melhor escolha – embora este guia possa vir a tornar-se fundamental em outra oportunidade...
Retomei as pesquisas nos sites de busca e como o Caminho Sanabrês também é conhecido como Mozárabe, acabei encontrando outros livros... Eis que, enquanto decidia qual comprar recebi um sugestivo e-mail de meu amigo Pedro Castaño Santa, o peregrino cartagenero que conheci em 2009, no Caminho Francês, e que há poucos meses havia concluído a Vía de la Plata, desde Sevilha. Ele já havia me contato que realizaria sua peregrinação em duas fases, a primeira até Salamanca, e, a segunda, retomando nesta bela cidade da Província de mesmo bome, optou pelo Sanabrês em Granja de Moreruela.
Pedro sugeriu, ao saber de minha escolha pelo Sanabrês, que avaliasse a possibilidade de iniciar a peregrinação em Zamora, cerca de 40 quilômetros antes de Granja de Moreruela, o que exigiria pelo menos mais dois dias de peregrinação... Ou seja, no total, o percurso passaria a ter cerca de 400 quilômetros, o que seria possível fazer em 15 etapas, algo em torno de 28 quilômetros por dia...
Alertado por seus argumentos sobre a importância da região e o rico patrimônio de Zamora, aprofundei minhas pesquisas e, ao final, me convenci a alterar o início de meu Caminho... – embora não tenha dúvida que ele começará mesmo em Santos, no Litoral de São Paulo, Brasil, no dia em que seguir para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e tomar o voo para Madri...
Entre os livros que localizei sobre o Caminho Mozárabe investi no de autoria de Jorge Sánchez, “El Camino Mozárabe a Santiago – de Salamanca e Compostela”, que o autor, em sua pesquisa, apurou que é conhecido também como “Camino Fonseca”... Dias atrás, exatamente em 26 de dezembro, portanto um dia após o Natal, recebi o presente.
Estou entusiasmado com a narrativa de Sánchez, apresentado como um viajante nativo de Hospitalet, que "conoce la totalidad de los países inscritos en la Naciones Unidas (194 em la actualidad. NE.: livro foi escrito em 2008, hoje a ONU possui 193 países-membros), y es al mismo tiempo un enamorado del Camino de Santiago en todas sus variantes...”
Não, não pretendo alterar mais uma vez o início de minha caminhada, mundando de Zamorra para Salamanca – embora tenha ficado tentado... Afinal, a alteração significaria, pelo menos, incluir mais 69 quilômetros no trajeto, o que exigiria mais dois ou três dias de viagem... Não, não será possível.
Acompanhando a narrativa de Sánchez, que indica vários pontos fantásticos no Camino Fonseca, cito sua passagem por Santa Croya de Tera e a inscrição que copiou de um mojón:
"Peregrino. En este pueblo los hechos superan su renombre. Como su patrona, se conoce el nombre, pero se olvidan las virtudes que le dieron santidad. Así también el pueblo, con solo nombrarlo no se abarca, su trabajo y esplendor.
Caminante, no ocultes lo que hagas, pero haz más de lo que digas. Que tu andadura supere tu renombre."
Tal marco, conta o autor, foi implantado pela Fundación Ramos de Castro para el estúdio y Promoción del Hombre, Asociación del Camino de Santiago de Zamora, cujo idealizador é o catedrático da Universidade de Salamanca, Don Alfonso Ramos de Castro. Estudioso do Caminho de Santiago, Ramos de Castro ressalta que o “Camino del Sur”, como ele denomina o Caminho Mozárabe, foi o primeiro Caminho jacobeo na Espanha, antes mesmo do Caminho Francês, muito utilizado pelos espanhóis mozárabes de Al-Andalus...
Ah! Estou muito animado. Nem Granja de Moreruela, nem Salamanca; Zamora. Tenho certeza de que fiz a melhor escolha!

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